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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Estresse e trabalho: um problema constante nas organizações contemporâneas.

Esta pequena introdução tem como objetivo nos fazer pensar sobre às causas e reações do estresse nas áreas da vida humana, mais especificamente na relação do homem com o trabalho. Atento à complexa mudança que tem acontecido no mundo do trabalho, cogita-se em aprofundar-se no estudo do estresse causado por esta vertente.

O estresse, o mau-do-século como tem sido chamado hoje em dia, faz parte da vida do ser humano, em maior ou menor grau. Fator de desgaste para muitos, é dicotômico da boa qualidade de vida e do bem-estar, tem como facilitador do seu surgimento muitas situações características da nossa contemporaneidade, dentre elas, a má alimentação, o sedentarismo, a agitação do trabalho e o consumo exacerbado de produtos que estão para além das necessidades do homem.

Os males relacionados ao estresse são considerados um grande problema por que resultam, tanto para empresa quanto para o trabalhador, em perdas incontáveis de dias por faltas ao trabalho; em baixa produtividade; em decisões equivocadas. A condição do mercado de trabalho tão competitivo – muitas das vezes desleal – submete o profissional à extrema pressão, freqüentemente associada ao local de trabalho, e decorre ao longo do tempo, com prejuízo da motivação e, conseqüentemente, do desempenho, levando-o ao estresse.

O perfil do que se diz ser de um bom profissional para as empresas, passa por características de “semi-deuses”, onde devem existir absolutamente todas as características de um ser perfeito: criativo, ótima comunicação, competente, disposto, grande poder de concentração, sabe mandar e sabe receber ordens, saber ouvir e se colocar, sabe estimular o crescimento do grupo e dos indivíduos além de almejar também para si e para a empresa, o crescimento. Tem muito boa aparência e alto grau de compreensão do comportamento humano e tem facilidade em lidar com ataques histéricos dos patrões, sem se abalar quando chamado de incompetente, ou quando for colocado sobre seus ombros a responsabilidade de um erro a respeito de algo que na verdade não lhe competia, pois tem alto poder de análise e um emocional impecável e saberá discernir, esclarecer e apaziguar o conflito, sem se abalar.

E por aí segue a lista dos poderes dos “super-heróis” imaginários e o que é pior, exigidos que apareçam e encarnem em todos os funcionários. Esse mesmo padrão utópico, profissional, é estabelecido também para diversos setores de nossas vidas, pois existem padrões estéticos onde a beleza física é um padrão irreal, que existe apenas nas revistas e passarelas. Existem também inúmeros padrões para os comportamentos e sentimentos, onde são estabelecidos padrões para o relacionamento ideal dos pais com os filhos, de filhos com os pais, padrões para as amizades, para os relacionamentos amorosos, enfim, temos modelos ideais em todos os setores de nossas vidas, onde devemos nos encaixar de uma forma ou de outra.

É realmente impossível viver feliz sem o carro do ano ou um celular? O homem trabalha no que realmente gosta? Podemos ser amados pelo que realmente somos em vez de sermos amados pelas nossas aparências? Quem realmente somos? Que consequências esse ideal de vida irá afetar  a saúde mental do Homem?

Com isso, o estresse tem se tornado cada vez mais popular e íntimo do homem moderno. Ao decorrer da história tivemos enormes avanços tecnológicos no campo do trabalho, mas ao mesmo tempo em que é uma conquista, traz, para quem trabalha no berço capitalista, o germe do seu desgaste e sofrimento.

Pense nisso e dê sua crítica, elogio ou sugestão. 

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